Resultados do Randonneuring Mundial 2016

É com imensa alegria e orgulho que apresentamos algumas observações sobre os dados dos resultados dos Brevets Randonneurs Mondiaux organizados em todo o mundo no ano de 2016. Os resultados foram publicados pelo Audax Club Parisien e podem ser consultados por qualquer pessoa AQUI.

Como sabem, em 2015 (nosso primeiro ano de organização de BRMs), os Inconfidentes Pedalantes ficamos em 426º entre um total de 522 clubes organizadores em todo o mundo. Na ocasião, havíamos organizado apenas BRMs de 200 km, tendo homologado 26.000 km pedalados pelos 130 randoneiros que completaram os percursos no tempo previsto.

Ao final do 2015, em nosso planejamento para a temporada 2016, projetávamos a perspectiva de estar entre os 350 clubes com mais homologações de BRMs e quilômetros pedalados em todo o mundo. Desta vez, iríamos (como o fizemos) organizar BRMs de 200, 300 e 400 km. Trabalhamos e pedalamos com afinco para isso.

Pois bem, qual não foi nossa surpresa quando abrimos os resultados e constatamos que conseguimos obter o 218º lugar entre os 469 clubes randonneurs que organizaram BRMs em 2016! Bem melhor colocados do que humildemente esperávamos!

 

Como podem ver, foram 117 brevês de 200 km homologados, 19 brevês de 300 km e 14 de 400 km, totalizando 150 homologações e 34.700 km. Não entram na conta todos os quilômetros também pedalados pelos ciclistas que participaram dos desafios e pelos que largaram mas não concluíram os BRMs de que participaram. Agradecemos imensamente a todos, indistintamente, por chegarem conosco a este lugar.

Esse resultado pode não parecer significativo para algumas pessoas. Para nós é muito. É uma modalidade que oficialmente está sendo organizada em Minas Gerais há menos de 24 meses completos, apesar de ser a mais antiga do ciclismo. Muita gente ainda não conhece integralmente suas regras e características. Muitos ciclistas também não sabem ou acreditam no quanto podem pedalar e o quanto vão “sofrer” e gostar disso. Poucos sabem, também, do esforço e do custo de organizar provas tão complexas e com a atenção que damos aos detalhes tendo o pouco tempo livre para isso, conjugando esse prazer com nossos trabalhos e famílias. E sem muito apoio financeiro. Todos os custos das provas e do planejamento (viagens, vistorias etc) são bancados pelas inscrições. Alguma vez ou outra temos algum apoio em aspectos específicos e somos gratos a esses apoiadores. Mas os grandes financiadores do randonneuring em Minas Gerais, ao final das contas, são os ciclistas que se inscrevem nos BRMs e nos Desafios. E por isso, também, agradecemos a cada um de vocês.

O Brasil terminou o ano de 2016 em 3º lugar em número de homologações (7.014) e quilômetros pedalados (1.781.900 km), à frente de países muito tradicionais no ciclismo de longa distância que, sabemos, têm um declínio nas homologações no ano imediatamente posterior à Paris-Brest-Paris. O que podemos ver é que na contramão dessa oscilação, países como o Brasil e alguns asiáticos, têm mantido a tendência crescente de homologações. E ainda tem muito espaço no Brasil para crescermos.


Em função dessas oscilações, o ACP estabelece um outro ranking, mais consistente, que leva em consideração as últimas quatro temporadas. Nesse resultado consolidado, o Brasil subiu uma posição em relação a 2015, ficando em 6º lugar em 2016.

Além disso, dois clubes randonneurs brasileiros, o Audax Randonneurs São Paulo e o Audax Floripa, se estabeleceram entre os 10 primeiros lugares (6º e 7º, respectivamente) entre os clubes organizadores mundiais). Parabéns aos nossos irmãos!

Todos esses resultados que o randonneuring brasileiro vem obtendo ao longo dos últimos anos demonstram que essa é uma modalidade (senão A modalidade) em que o ciclismo brasileiro mais tem se destacado de forma consistente em âmbito mundial. Cremos que um maior apoio ao ciclismo de longa distância não competitivo (e mesmo o competitivo, que também existe e no qual o Brasil tem fortes representantes) poderia ser oferecido por parte das federações de ciclismo brasileiras e empresas do ramo, o que daria muito mais condições para a modalidade. Em muitas dessas federações, nem menção existe ao randonneuring como modalidade ciclística em seus sites!

Enfim, agradecemos a todos os ciclistas, brevetados ou não, que pedalaram conosco na temporada 2016 e a todos os apoiadores e parceiros que bancaram enfrentar essa aventura conosco.

Os resultados são motivo de orgulho, mas não temos muito tempo para comemorar. A temporada 2017 já começou e temos que trabalhar e pedalar muito para continuarmos fazendo jus ao que conquistamos, ao que pretendemos conquistar e à confiança e parceria dos amigos ciclistas que dividem as estradas mineiras conosco. Já foram 60 homologações de 200 km no primeiro BRM que organizamos na temporada 2017. Tem muita coisa ainda pela frente. Veja as datas dos nossos BRMs de 2017 e venha pedalar com a gente!

Allez, randonneurs! Bonne route! #aerp

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